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sábado, 12 de abril de 2014

Brincando de colocar molduras...

Numa época da vida, com mais folga de caixa, montei uma modesta coleção de arte. Um enorme prazer selecionar estilos, técnicas e artistas que mais agradavam. Frequentava exposições nessas buscas e fiz algumas amizades duradouras desses tempos. Outro grande prazer descoberto, foi a escolha das molduras que melhor se adaptassem ao motivo de cada pintura ou gravura. Uma tela de qualidade, merece uma moldura idem. Da mesma forma, o local de exposição, deve influenciar sobremaneira essa seleção. Por conta do temperamento discreto, essas escolhas em sua maioria refletiram isso. Além disso, uma moldura deve realçar o trabalho e não disputar com esse a atenção de quem o observa.

Num determinado capítulo do meu livro de memórias, queria incluir moldura em uma foto antiga e busquei alguns aplicativos que fizessem isso. Encontrei vários! Porém, nenhum atendeu ao que pretendia. Queria poder manipular uma moldura, quase com a facilidade de um moldureiro real. A solução veio de forma extremamente simples. Na internet, existem hoje muitos arquivos com um formato gráfico chamado PNG - Portable Network Graphics. Arquivos gerados nesse formato, não tem o canal alfa (o fundo da imagem) ou seja, a grosso modo, são vazados. É possível sobrepor um arquivo nesse formato sobre outros diferentes, criando uma nova imagem. Então, procurei na net, arquivos gráficos de molduras com a extensão PNG e após salvá-los no computador, usei um aplicativo de imagens para manipular esse material. O Publisher que integra o pacote Office da Microsoft, se presta muito bem a essa função. É rápido e permite a exportação do trabalho acabado em diversos formatos gráficos como o JPEG.


Na primeira foto (da minha cidade), inclui duas molduras, nada discretas para exemplificar essa solução que usei para criar um wallpaper para o perfil no Twitter desse blog (ao lado) e hoje tão somente para relaxar e descontrair. Se tornou uma gostosa brincadeira.


sábado, 15 de março de 2014

Lambe-Lambe "meia boca"...

Ao comprar minha DSLR, um dos que mais vibrou além de mim, foi um amigo que estava para casar. Pediu que fizesse as fotos do seu casamento para que economizasse na contratação de um profissional. Aceitei por meu amigo saber da minha condição como fotógrafo... Bem ruim. Mal sabia ajustar o foco, tanto menos o que era abertura e para evitar dissabores no casório, deixei tudo no automático. Onde existiu condição boa de luz, as fotos ficaram razoáveis. Nos locais mais escuros, com flash, começou a embolar. Prevendo um problema, optei por fazer um número de fotos que nenhum profissional faria num evento desses.

Piorando minha situação, na recepção, durante uma recarga de bateria, quis ver algumas fotos e vídeos e os transferi para o iPad e continuando com o enorme equivoco, mostrei aos noivos que saíram com meu tablet entre os convidados para que vissem as imagens. Dá para imaginar o tamanho da agonia de ver meu aparelho caro, rolando de mão em mão e correndo o enorme risco de um acidente. Nunca mais faço uma dessas!

De lá para cá, após alguns workshops e ler bastante, sinto que evolui. Hoje consigo principalmente perceber onde erro. Condição básica para melhorar. Achava, após adquirir o kit de transferência de fotos da Apple, que o iPad era um local apropriado para editar o resultado dos meus cliques, por conta da grande quantidade de aplicativos para esse fim. Se a intenção for apenas uma foto rápida para compartilhar numa rede social, pode ser. O iPad faz algo melhor que o Instagram, por exemplo. Mas não opera milagres. Aprendi que para fotos em que um resultado com maior qualidade e apuro são esperados, tem de partir para soluções melhores... Os editores específicos para fotografia. Comecei a estudar o funcionamento do Adobe Lightroom, que é em linhas gerais simples, embora muito poderoso. Ainda por absoluta falta de conhecimento, fazia fotos no formato JPEG, que sofre compressão e consequente perda de qualidade o que atrapalha ajustes posteriores. Num workshop, fui apresentado ao RAW que a grosso modo seria um negativo da fotografia digital. Nesse formato, não existe qualquer compressão da imagem e nenhuma perda. Se por um lado, permite que até fotos com luz deficiente ou mal enquadradas tenham uma boa chance de recuperação, cobra seu preço no espaço maior que naturalmente ocupa (em média 3x mais que uma imagem JPEG em alta definição). Outra questão é quanto a velocidade de gravação das imagens num cartão de memória. Como mais informação é gravada, é preciso utilizar cartões com a maior velocidade de escrita existente. Justamente por isso, obviamente não é o formato mais indicado para fotos em casamentos ou formaturas em que a agilidade nas capturas é imprescindível.

Por conta da pouca paciência a detalhes como esses, optei pela fotografia diletante de paisagens onde se pode gastar mais tempo com ajustes na busca do melhor resultado. Surpreendentemente e puro acaso, tenho comercializado algumas dessas em sites específicos e recentemente, tive a satisfação de ver 8 fotos selecionadas para uma exposição online de um grande repositório de imagens, que demonstram o acerto do caminho.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Repositório de imagens. Ferramenta indispensável para quem curte clicar...

Profissionalmente ou não, em fotografia é importante a atenção com o material gerado ao compartilhá-lo, por exemplo. Hoje o mais comum destino de nossas imagens como amadores (meu caso), é essa mesmo. A exibição em uma rede social. Além do Facebook que se presta bem a esse propósito, uso muito o Pinterest, por conta de sua filosofia de funcionamento, justamente voltada para imagens. Quem conhece e/ou tem perfil nessa rede, sabe que seus pins, como é denominada uma postagem nesse meio, podem ser repinadas. Ou seja, repostadas por um terceiro. Seja seu seguidor ou não.

Quando de seu surgimento, um dos atrativos, pelo menos para mim, era a impossibilidade da perda do vínculo de um pin. A rede preservava a identidade do primeiro pinador em todas as repinadas que aquele conteúdo recebesse. Não sei exatamente por que motivo (apenas desconfio), deixou de ser assim. Atualmente, se posto uma imagem qualquer e um outro usuário a repina, minha identidade permanece. Contudo, o vínculo com meu perfil se perde ao ser repinada desse novo perfil. Problema algum em imagens que apenas compartilhamos e não nos pertence. Porém com material autoral, preciso saber por onde caminha e quem o compartilha.

Por conta de questões como essa, além da imprescindível marca d'água, se faz necessário lançar mão de um repositório de imagens (que como bônus acrescenta proteção de copyright a todo o conteúdo armazenado) e daí sim, distribuir para onde desejar. Utilizando essa prática para compartilhamento, o controle sobre um material próprio é pleno.

Utilizo dois dos mais conhecidos; o Flickr e o 500px, que embora assemelhados, tem diferenças interessantes. O Flickr, que pertence ao Yahoo desde 2005, sofreu uma remodelação em meados de 2013 que o deixaram mais atrativo, esteticamente e em espaço ofertado ao disponibilizar 1TB para a conta gratuita e obviamente sem a limitação anterior de envio de imagens. O inconveniente agora, são as propagandas colocadas ao lado do feed das imagens de quem o perfil segue. Para se livrar disso, existe a conta PRO ao custo de US$49,99/ano. Mesmo na free, o bacana é a possibilidade de compartilhar diretamente seu conteúdo nas principais redes sociais como Facebook, Pinterest, Twitter ou blogs como o Blogger, o WordPress e naturalmente o Tumblr, também do Yahoo. Pode ainda gerar um link para envio por e-mail ou postagem em locais não contemplados nativamente, como o Google+.

 

Se já era parecido ao anterior, o 500px, numa atualização muito recente, incluiu a possibilidade de usar uma fotografia como fundo do seu menu de navegação principal, exatamente como no Flickr. O grande diferencial desse serviço são os usuários. Em sua maioria profissionais do assunto. Procuro postar o que entendo como minha melhor produção nessa social network repleta de imagens de excelente padrão. Apesar do Flickr também permitir que o material de um perfil seja curtido ou favoritado pela comunidade, no 500px, graças ao seu formato, isso é mais natural. Mesmo na versão gratuita, limitada a 20 uploads por semana, é possível montar uma loja online para venda de imagens com a ferramenta 500px Art (com valores pré definidos para impressão e/ou download). Assim como o Flickr, dispõe de versão paga. Na verdade duas, a Awesome (US$75/ano) e Plus (US$25/ano) que permitem entre outras opções, o envio ilimitado de imagens. Com idêntico foco, existem outros serviços interessantes, contudo todos pagos, tornando esses dois ainda melhores.


domingo, 27 de outubro de 2013

Mais um fim de tarde em Morro de São Paulo


O pôr do sol é o assunto mais batido em fotografia, contudo, é dos meus preferidos. Fiz essa foto em julho de 2012 e a tinha deixado de lado. Usei o Adobe Lightroom (enquanto não domino o Aperture da Apple) para alguns ajustes e gostei do resultado.


sábado, 29 de dezembro de 2012

Antes & Depois...


Como já comentei antes, curto muito brincar com os aplicativos de fotografia para o iOS. Com essa foto, fiz algumas poucas alterações, como remoção de algumas pessoas e objetos, recorte para um formato que me agrada mais, além obviamente da mudança para P&B. Cronometrei apenas por curiosidade e gastei cinco minutos entre alguns apps no iPad. Isso naturalmente, depois de importadas as fotos para o tablet.

Foto original sem qualquer edição



Após edição